O Meu Journal É um Experimento Psicoemocional (E Eu Também)
Ou: por que escrevo tantos textos profundos, nostálgicos, existenciais e, às vezes… peidos.
Eu preciso confessar algo:
Meu Journal não é uma vitrine.
É mais um laboratório emocional — desses que explodem às vezes, brilham de madrugada e produzem resultados inesperados.
Alguns dias, o texto nasce profundo.
Em outros, nasce engraçado.
Em outros, nasce nostálgico, filosófico, caótico, irritado, esperançoso, apaixonado, analítico — às vezes tudo junto.
E não:
um texto profundo não significa que eu estou triste.
Não significa que eu estou desesperada.
Não significa que estou à beira de nada.
Significa só uma coisa:
que naquele dia eu senti mais fundo — e escrevi por ali.
O Journal não é sobre o meu humor do dia.
É sobre o humor que já passou, que ainda passa, que talvez volte, ou que mora em mim de vez em quando.
Serve pra isso:
pra registrar meus estados, não meus diagnósticos.
Sim, já passei por depressão.
Sim, tenho cicatrizes emocionais que fazem parte da minha história.
E sim — às vezes minha escrita cava mais fundo porque há muito ali dentro.
Mas aqui vai a parte que talvez surpreenda quem acabou de chegar:
eu também sou engraçada.
Muito.
Ridiculamente.
Eu rio de mim mesma.
Faço piada com a vida.
Falo de tropes, de trilíngue bugada, de vergonha alheia, de personagens com vida própria, de amor quieto, de amor bobo…
E, se precisar, faço piada com peidos também.
A vida é isso:
uma alternância entre poesia e gases.
(Sim, eu escrevi isso.)
Eu não sou só os textos profundos.
Eu não sou só os textos engraçados.
Eu não sou só a escritora poética.
Eu não sou só a mãe, a imigrante, a mulher que já foi ferida, a que já se reinventou.
Eu sou todas.
E, por isso, o meu Journal também é.
Não esperem coerência.
Esperem verdade.
Às vezes vai doer.
Às vezes vai rir.
Às vezes vai abraçar.
Às vezes vai filosofar.
Às vezes vai confundir.
Às vezes vai soar estranho.
Às vezes vai fazer sentido demais.
E tudo bem.
Eu não escrevo para parecer estável.
Escrevo para parecer humana.
E, se vocês encontrarem profundidade, humor, nostalgia, caos, alegria e vulnerabilidade misturados…
é porque é exatamente assim que eu existo.
Esse Journal é um experimento psicossocial.
E eu sou a cobaia, a cientista, a testemunha e — quando dá — a palhaça.
Sejam bem-vindos ao laboratório.
Não esqueçam os óculos de proteção.